Pitacos Fashion

Pitacos sobre moda, arte, cultura e muitas outras coisas. Welcome!

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jun 20

Fause Haten sempre nos surpreende com suas coleções impecáveis e apresentações inusitadas. A marca FH apresentou na última sexta sua coleção de verão no SPFW. E o Pitacos teve a oportunidade de cobrir o desfile da marca e fazer uma entrevista exclusiva com o estilista!!! Entramos no backstage e contaremos tudo o que aconteceu nesta apresentação super autêntica!!!

Cheio de teatralidade, extremamente performático e nada convencional, o desfile de verão 2011/2012 trouxe modelos que estavam vendadas com máscaras de dormir e que eram conduzidas pela passarela por homens de preto, entre eles o próprio Fause. O silêncio fazia parte da apresentação onde ouvia-se um poema escrito e declamado pelo estilista, sobre uma menina que dorme, Clarisse.

Ao fundo um som de caixinhas de música. Muito sutil e delicado. Acompanhando a apresentação estava um videomaker (Halei Rembrandt) que gravou todo o desfile para um futuro curta/doc.

Foi muito bacana ver a desconstrução do andar das modelos… Parecia que estávamos transportados para aquele mundo de fantasias…

Estive no backstage e vi de pertinho a coleção e posso dizer que próximo é ainda mais incrível. As peças foram trabalhadas com o branco, tons de rosa, verde, amarelo, estampas, cristais e brilhos. Também utilizaram um couro de cabra estampado. Aliás a estampa no couro foi executado pela marca WHEN.

Outro ponto bastante interessante foi o trabalho com  tules como base para malhas geométricas desenhando o corpo como tatuagens.

Clique nas fotos para ampliar

Vi muito contraste entre tecidos leves e pesados. Rendas entremeadas por couro ou sapatos pesados com tecidos leves.

Backstage com todas as roupas do desfile

Na beleza assinada por Ricardo dos Anjos, a ideia é que a modelo estivesse acabado de acordar. Ele escolheu um batom rosado da Chanel e o blush da cor Hipness da MAC para dar um ar saudável e leve. Nos olhos, somente algumas camadas de máscara na parte de cima dos cílios. Os cabelos foram presos em coques e soltos antes do desfile para parecerem bagunçados e com leves ondas.

Modelo sendo maquiada / produtos que foram usados (maioria  MAC) / Ricardo dos Anjos dando entrevista

Backstage Beleza

Veja abaixo o Fause Haten contanto tudo sobre a coleção e a concepção do desfile!!

*Desculpem a camerawoman que começou o filme torto.. kkkkkkk

Obrigada Fause e equipe por ter deixado essa baixinha enxerida entrar no backstage!! rsrsrs

Espero que tenham gostado das novidades!!! Até a próxima

Giovana

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Escrito por Gi Menni em 20 junho, 2011 | Tags: , ,

jun 19

Essa semana tivemos o SPFW, o que eu acho o evento mais importante de moda para o Brasil. O evento rolou de 13 à 18 de Junho e tivemos 35 desfiles. Por isso que nós aqui do Pitacos Fashion preferimos falar do evento como um todo, mas sem deixar de ter um diferencial. É uma supresinha que será publicada logo mais pela Gi que marcou território pitaqueiro na Bienal. U-huuuu! \o/

O que vou falar aqui é uma visão geral, tipo um resumão de tudo o que rolou e que trocamos ideias sobre durante a semana. Se podemos ‘definir’ alguma tendência através dessa edição, os estilistas (e o comércio também) está apostando no color blocking, na estampa tropical, sendo esta ponto pro Brasil e volume fluído.

No dia 1 já tivemos um desfile bem incomum: Samuel Cirnansck. Suas noivas fetichistas e amarradas não agradaram. A Gi e a Lili não gostaram sequer do desfile, já eu procurei deixar o contexto de lado para observar as peças. Seus vestidos são ricos e eu gostei; dos vestidos apenas. O contexto foi mesmo a cereja desnecessária do bolo. A Animale mandou bem com uma cartela de cores bem calminha pro verão. Reserva é verão RJ, mas agradou. Engraçada essa diferença, que pra mim ainda é quase um paradigma, mas prometo tentar mudar ao longo do tempo, tá?! E achei original o tema indígena e bem artesanal do Tufi Duek.

Samuel Cirnansck

Já o dia 2 começou muito bem, mas os dois últimos desfiles não me agradaram…  O Jefferson Kulig fez uma coleção diferente, com detalhes ricos, mas não agrada meu gosto (pessoal, mesmo). E a Triton quis falar de tantas coisas diferentes e no fim, não falou de praticamente nada. Já Reinaldo Lourenço, Alexandre Herchcovitch e Iódice arrasaram!! Parece que fizeram suaa coleções para pitaqueiras aqui, todas em cores e formas românticas como nós três, kkk! Mas também bem suave, bem fluída, bem trabalhada, bem verão. Pelo menos pra mim, verão tem que ser calmo, pois o calor já é muito forte e eu, particularmente, não gosto. Acho que por isso gostei tanto. A Movimento mostrou uma moda bem brasileira: PRAIA e calor! E a Cori foi bem comercial, clássica e eu gostei, acho que eles casam bem a apresentação (desfile) com o vendável.

Reinaldo Lourenço, Alexandre Herchcovitch e Iódice

Não gostei do dia 3 do SPFW. Parecia coleções de inverno… A mais alegrinha foi a Colcci, mas não gosto muito dos desfiles deles por causa das celebs, estes têm mais enfase que a coleção em si, fora que parece ofuscar as outras marcas que desfilam no mesmo dia. E u até estava ansiosa pelo desfile do Mario Queiroz com sua novidade feminina, mas estava tão sóbrio quanto Cavalera, Glória Coelho, Huis Clos e Osklen.

Ashton Kutcher e Alessandra Ambrósio

No dia 4, Paula Raia trouxe uma coleção com roupas amplas, seu DNA registrado. Maria Bonita não  me agradou muito com sua cartela quase monocromática, embora seja uma coleção que falou do conforto, essencial para o verão. Água de Coco trouxe uma coleção muito linda e inovadora, porém com alguns detalhes pouco usáveis. Priscilla Darolt inspirou-se nos anos 20 e em Josephine Baker, trazendo uma coleção sensual com suas transparências. E a Cia Marítima abusou das descombinações e do bichismo, beirando o perigo.

Cia Marítima

Dia 5 começou com a coleção masculina do Alexandre Herchcovitch Men inspirada na natureza e na caça, com peças utilitárias e não só para o verão. Teve uma cartela de cores bem harmoniosa, de um Alexandre diferente do de sempre, mais suave e alegre, porém não menos urbano. A Neon explicitou bem o color blocking, mas não deixou de lado suas estampas marcantes e divertidas. A Ellus e seu urban-rock vieram mais colorido e deixaram o preto dar espçao ao branco e ao bege. A V. Rom trouxe sua moda esportiva trabalhada mais na alfaiataria com visual atual e confortável com peças chaves e cores neutras. FH foi um show a parte, principalmente pra nós do Pitacos Fashion. Adriana Degreas trabalhou bastante a estampa tropical em sua moda praia de luxo, muito mais para desfiles à beira da piscina que para ir à praia mesmo. Lino Villaventura veio com uma coleção menos detalhista que as anteriores, porém ainda muito sofisticada meclando o preto com cores claras.

Neon

 

Adriana Degreas

E no dia 6 e último, Pedro Lourenço mostrou sua coleção cada vez mais maduro. Trabalhou a alfaiataria, a brasilidade nas estampas e tudo bem explicado para o seleto grupo presente. Depois, João Pimenta trouxe elementos do guarda roupa feminino para o masculino com roupas extremamente livres no preto e braco e um certo color blocking. A Fernanda Yamamoto trabalhou Hello Kitty e natureza surpreendendo, pois não ficou muito caricato, mas sim feminino e um colorido discreto, maduro. Amapô trabalhou bastante drapeados com botões, ombros caídos e peças confortavelmente descontraídas, inclusive nas cores e estampas. André Lima e sua moda festa vieram de preto e branco para dançar com muito tecido e muitas referências (entre elas, africanismos e glamour retrô), achei que os pontos de luz em vermelho e rosa ficaram lindos e sofisticados. E para encerrar esta temporada, Ronaldo Fraga trouxe um verão inspirado nos anos 30 e um carnaval de colombinas e marinheiros, trabalhada numa delicada alfaiataria em preto e branco.

Ronaldo Fraga

 

(Fontes: FFW e Site Chic)

Escrito por Dani Argibay em 19 junho, 2011 | Tags: , ,

jan 23

Sinceramente? Fiquei com preguiça de falar sobre o SPFW. Sabe, tudo o que rolou lá foi muito bonito, muito criativo e muito blábláblá. Mas, parece que é só para inglês ver, como diz o ditado.

Mesmo me arrastando de sono, acompanhei dia a dia o que passou pelas passarelas, mas nada havia me tocado, me dado inspiração para vir aqui pitacar. Tanto que o último post, sobre o Fashion Rio, não me deixou assim, cheeeia de orgulho. Aí, no último dia do evento, fui ao Ibirapuera. Paralelamente à semana de moda de São Paulo rola o evento Ziguezague Moda e Arte no MAM, promovido pelo Senac. Esse foi meu destino numa 6ª feira chuvosamente sem dó, como tem sido em São Paulo. E foi justamente lá que encontrei a dúvida e a resposta que eu precisava.

O Ziguezague é pontuado de Desfiles Incríveis, Oficinas Transitivas e Conversas Transversais, tudo acompanhado, estudado e devidamente discutido entre pesquisadores de moda, arte e ciências sociais. Essa foi a segunda vez que fui ao evento e, desta vez, assisti à Conversas Transversais em que o consumismo apareceu de forma contrária ao que estava sendo ‘pregado’ na vizinhança. Os pontos apresentados foram: duas formadas em moda que quase não puderam apresentar seu TCC por conta da crise econômica mundial e se questionaram de como seriam suas carreiras, o que resultou em uma ‘galeria de moda‘; uma comunicóloga que apresentou o desejo e o consumo do status da moda entre os chefões do Comando Vermelho nos morros do RJ; uma docente e seu pensamento espalhado sobre o distanciamento entre as grandes artes (pintura, música e arquitetura) e as pequenas artes (moda) e a ligação com as cinco peles do ser humano, proposta pelo austríaco Hundertwasser (epiderme, vestuário, casa, meio social e identidade e a Terra); e uma socióloga fashion e divertida que nos mostrou as diferentes faces que os Vampiros (e o universo paradoxal) nos mostram diante da moda e da subjetividade.

Batido tudo isso no liquidificador e o primeiro ponto a que se chegou foi que a SPFW é um evento de um mundo fechado com acesso para outros mundos fechados. Quems? As celebs e a imprensa, ou seja, os formadores de opinião. Quanto à imprensa, okey. Mas, celebs? Ser ator é um trabalho como outro qualquer, e são celebridades só porque aparecem na telinha da Globo? Tanto que há celebs instantâneas agora, esses malditos BBB’s que não servem para absolutamente nada! Celebridade deveria ser considerado, por exemplo, o paulista que levanta às 5h da matina e enfrenta um baita trânsito, quando não precisa fazer malabarismos por conta de enchentes e congestionamentos monstruosos,  para arregaçar as mangas para se sustentar e fazer a economia do país acontecer!! Mas, enfim… Se a SPFW é mais palpável para seres ‘imortais’ que para seres humanos terrestres (incluindo a este mundo os estudantes de moda), então como pensar e democratizar a moda? Porque, até então, pra mim foi só consumismo, mesmo. Status, sabe? A coisa do ter, em vez do ser. Já pensou:

Você: Oi, quem é você?

O outro: Ah, eu tenho um Louboutin!

Você: Oi?

(E enquanto terminava esse parágrafo, recebi um tweet do Felipe Andreoli com esse texto que ele fez sobre o SPFW, que foi super pertinente. Vale a pena!)

Isso tudo sem contar que os bafônicos do mundinho fashion idolatraram o SPFW, tudo era lindo e perfeito. Só o Fashion Rio que não serviu pra nada, porque no Rio não faz inverno, lembra? Como se estivesse tudo mastigado… Olha só que irônico o que o Ronaldo Fraga disse em uma entrevista: ‘Não é a moda que influencia a cultura, é a cultura que pode influenciar a moda. A moda não influencia nada, a moda é essa bobagem mesmo. Ela só melhora quando estabelece algo com outras frentes.‘ (leia na íntegra)

Essa Conversa Transversal se estendeu durante a tarde num papo entre amigas que me fez pensar muito mais que a moda é para cada um de nós como nossa personalidade. Há quem ostente o status como há quem ostente a beleza e o bom gosto ou apenas o se vestir. Como a Madú (ui, que íntima!) concluiu na Conversa, ‘a roupa é uma narrativa sobre nós para nós e para os outros. Um identidade em movimento.‘ E é isso que cada vez mais me fascina em querer ser um consultora de imagem.

Mas, se seu interesse é mesmo ver o que rolou de fato nas passarelas, indico o Chic e o Estilo GNT. Fica a dica! ;)

Escrito por Dani Argibay em 23 janeiro, 2010 | Tags: , ,

jan 16

Esta semana, como disse semana passada, rolou o Rio Fashion Week Inverno 2010. E claro que vou falar sobre isso.

E a tecnologia da comunicação mais uma vez mostrou sua força, pois, com esse negócio de Twitter, pude acompanhar, entender e comparar opiniões de forma mais rápida e prática. E, claro, tirar minhas próprias conclusões. Uma delas, que me pareceu muito incomum, é que as coleções que foram apresentadas não combinam com o Rio de Janeiro na prática. Bom, todos nós sabemos que lá é sinônimo de praia, calor e carnaval o ano inteiro. E não só pra nós brasileiros, mas para o mundo. Essa é a característica do Rio, é a sua identidade. Uma vez li num blog: ‘Assim como São Paulo tem um sambódromo para imitar o Rio, o Rio tem uma Fashion Week para imitar São Paulo.‘ Acho que esta última edição deixou isso mais claro, pelo menos pra mim. Até porque, nesta edição, no Rio foram 27 desfiles no total, enquanto em São Paulo serão 38. São Paulo já se estabeleceu no mundo fashion. E lá no Rio realmente não faz inverno para que aquelas coleções sejam usadas na vida real. Aliás, nem aqui em São Paulo tem feito… (aquecimento global, oi!) Acho até que algumas propostas foram bem apropriadas, abusando de curtos, transparências e tecidos leves. É que moda é uma coisa que faz parte do dia-a-dia da gente, afinal precisamos nos vestir. E quem não gosta de ficar bonita(o) e parecer descolada(o), antenada(o)?

Dos profissionais da área que acompanho, alguns eram só elogios. Às  vezes, até pareciam ser simpáticos ou politicamente corretos (para não dizer puxa-sacos. Oops!). Outros já eram mais sinceros, falando que não era adaptável ou que eram cópias de coleções internacionais. Mas o que importa mesmo é avaliar e entender as propostas e recriar essa moda em nosso cotidiano.  Por exemplo: eu adoro cachorro e achei super divertida a proposta da New Order. Mas não conseguiria adaptar seu conceito ao meu guarda-roupa. Já o desfile do Victor Dzenk teve bem o meu jeito, super me identifiquei, a-do-rei! E as coleções da Cantão, Maria Bonita Extra e Cavendish agradaram muito o meu gosto.  E vocês, com o que se identificaram? O que dos looks apresentados gostaria de adaptar ao seu Inverno 2010?

Da mídia, posso dizer que vi muita crítica e comparação. Quem compara, pára. E que atire a primeira pedra quem nunca pediu a Deus pra ter só um pouquinho do talento da Chanel. Em entrevista ao Portal Fashion Forward, o jornalista de moda internacional Godfrey Deeny disse: ‘Sempre existe inspiração. (…) A cópia não importa quando há interpretação. O que considero ruim é quando não há visão nenhuma em cima da inspiração‘. Se estamos nos sentindo inferiores é porque nos fazemos de tal. Um amigo meu cita em seu MSN: ‘A criatividade consiste em ver o que todo mundo vê e pensar o que ninguém pensou‘ (Albert Szent-Györgyi, médico húngaro vencedor do Prêmio Nobel de Medicina de 1937). Pelo menos em termos de Fashion Rio, não duvido que foi dado o máximo de cada designer e suas inspirações. Como já disse acima, a identidade do Rio é bem diferente da de São Paulo. E isso não é crítica, é constatação do fato de que cada lugar tem suas características peculiares que os fazem ter personalidades próprias. Assim como o ser humano que tem sua individualidade. Só que isso acaba nos estimulando a esperar mais do SPFW. Claro que, assim como no Fashion Rio, esperamos que as coleções venham com pensamentos que ninguém pensou. E se não vir, cabe a nós colocarmos nossa cacholinha para trabalhar e expressar nossa personalidade através de nossa indumentária. Ou seja, ver o que todos vêem e pensar do nosso jeito.

Ainda assim, vale lembrar que a palavra tendência voltou a ser tendência. E, segundo o que Glorinha Kalil interpretou do Fashion Rio, pode esperar para ver muito mini, transparências e segunda pele, brilho como o  lurex, saltos e plataformas, ankle boots ou botas de canos longuérrimos e cabeças adornadas. Já as bonitenhas da Oficina de Estilo twittaram que o vocabulário da estação será: ombros destacados, cintura marcada, volume na parte de baixo. Vamos conferir!

E enquanto vocês pensam pra me contar o que mais gostaram do Fashion Rio, deixo aqui para vocês saberem o que eu mais gostei de cada desfile, aquilo que achei adaptável à realidade, mesmo que seja uma peça aqui, outra acolá. Necessariamente nesta ordem:

 

 

Victor Dzenk (08/01/2010)

Maria Bonita Extra (11/01/2010)

Nica Kessler (13/01/2010)

Cavendish (10/01/2010)

Graça Ottoni (10/01/2010)

Filhas da Gaia (10/01/2010) e Andrea Marques( 13/01/2010)

Cantão (09/01/2010)

Têca (12/01/2010)

Mara Mac (10/01/2010)

Juliana Jabour (11/01/2010) e Giulia Borges (08/01/2010)

Walter Rodrigues (09/01/2010) e TNG (11/01/2010)

Patachou (13/01/2010)

Espaço Fashion (12/01/2010)

E esses são aqueles que eu não achei tãããão adaptáveis assim, não necessariamente nesta ordem (com excessão do última…). :P

Claudia Simões (11/01/2010)

New Order (13/01/2010)

Redley (12/01/2010)

R. Groove (12/01/2010)

Melk Z-Da (08/01/2010)

Acquastudio (11/01/2010) e Lucas Nascimento (09/01/2010)

Coven (10/01/2010)

Printing (09/01/2010)

O último e o primeiro: Alessa (13/01/2010) e Aüslander (08/01/2010)

Agora, criar fôlego para acompanhar a SPFW! Ser peona não é bolinho!!

As fotos foram retiradas do GNT Estilo.
Escrito por Dani Argibay em 16 janeiro, 2010 | Tags: , , , ,

jan 09

Estreando 2010 aqui no Pitacos! E o ano começa cedo no mundo fashion, pelo menos aqui no Brasil. Afinal, ontem, 08/01/10, já começou o Rio Fashion Week Inverno 2010, e dia 17/01/10 inicia o SPFW Inverno 2010. Que Carnaval que nada! E eu gosto muito assim!

E eu quero contar aqui como assisti o primeiro desfile da minha vida. Quer dizer, não foi exatamente o primeiro, pois eu já havia participado de um, aqui onde moro, para a modista que fez o meu vestido de formatura. Como modelo, acredita? Pois eu não! Hihihiiiii! Mas vou contar sobre o que foi o primeiro (e, até agora, só o único) pra valer mesmo, da SPFW.

Convidei minha amiga Candy (aquela ‘madrinha de blog’ desnaturada que até hoje não veio me visitar aqui :P) para ir comigo assistir à uma palestra sobre moda e arte que aconteceu no MAM, num domingo de manhã. Madruguei, viajei até à casa dela, de lá fomos ao Parque do Ibirapuera e eu fiquei me sentindo uma E.T. mal vestida perto daquelas patricinhas fashion que escondiam a cara de balada embaixo da maquiagem, mas faziam questão de ter um letreiro verbal para divulgar tal super acontecimento. Bom, meu objetivo lá era outro. Toquei o foda-se e bora pra palestra que, entre fatos e boatos, teve boatos nada a ver e fatos muito interessantes. Um pouco mais de uma hora e a palestra findou-se. Minha amiga e eu visitamos uma pequena exposição que tinha na sala ao lado e resolvemos ir embora, já com fome.

Ao sairmos do MAM, maior burburinho sob a marquise do parque. Ouve não sei quê aqui, vê um movimento ali – ‘Candy, vai ter desfile aqui!‘. Resolvemos esperar. E como esperamos! Claro que, maltrapilho como eu estava, nem quis tentar descolar de última hora um convitenho para sentar-me como convidada do desfile. (Aliás, nem sei como fazer isso… Alguém me ensina?! :D) Mas logo consegui colar minha barriga na grade de proteção e lá quase me fundi à ela. Dali dava até para ver um pedacinho do backstage. Mas, que desfile seria? Sem parecer muito tchonga (afinal o que eu estava fazendo lá?), comecei a observar e tricotar baixinho com minha amiga. (…) Aaaaaaaaaaaaah, tá! Neon, do Dudu Bertholini e Rita Comparato! Já havia visto coisas sobre eles, afinal eles estão lá no ‘Brazil’s Next Top Model‘, mas nunca me interessei a fundo. Ai, acontecesse uma ‘surpresa’ dessas e a gente percebe como somos apenas uma formiguinha besta num mundo tão gigante e como ainda temos tanto para aprender e caminhar.

Dudu Bertholini e Rita Comparato ao final da apresentação do desfile da Neon no SPFW Verão 2010.

Os dois bunitenhos foram amigos de faculdade. Depois, Dudu foi trabalhar como stylist e Rita como modelista. A convite do fotógrafo J.R. Duran, Dudu assinou um editorial de moda e convidou Rita para criar dois maiôs exclusivos. Animados com o resultado, decidiram fazer mais. Com isso, trabalharam em parceria para várias marcas, como a Cori, até que veio o projeto que se tornou a Neon, uma marca de roupas brasileiras que mistura moda urbana à moda praia e tem como características fortes: espírito luminoso, elegância, alegria, silhuetas marcantes, estamparia exclusiva, pegadas étnicas, volume, cores fortes, muitas vezes fluorescentes. E esse desfile foi contagiante…

Ao ritmo da balada tema de 007, as Bond Girls (ou modelos, se assim preferir), desfilaram numa bela tarde de verão (no inverno paulista) com modelitos pálidos, fluo, estampados, plissados, fluidos, acompanhados de acessórios arrasadoramente alegres, às vezes gigantes. Olha só:

Looks da Neon para SPFW Verão 2010

Essa coisa da moda de, às vezes, brincar de faz-de-conta e se carregar de arte é tão emocionante! Agora, arrasador mesmo foi isso aqui, gente!

Arrancou aplausos e gritinhos da platéia, alavancado por Marco Antônio de Biaggi, o hairstylist das queridinhas celebs. Foi unbelievable! Senti uma quase-surrealidade de estar presente num desfile que teve um dos fatos mais marcantes, popular, ousado e agitado da SPFW Verão 2010. Só perdeu mesmo para Gisele Bündchen que, apesar de estonteante sim, todo ano faz a mesma coisa e é sempre a mais popular de todas as notícias da SPFW. Ainda mais nessa temporada em específico, com os rumores de sua gravidez. By the way, essa criança vai ser estupidamente linda com o DNA que Deus lhe deu, hein! Que Ele abençoe!

Quase desmaiando de fome, não queria sair de lá, mesmo depois do desfile ter terminado. Parecia que eu caminhava sobre as nuvens! Fiquei até um pouco quieta, assimilando tudo aquilo… O engraçado mesmo foi minha amiga perguntar que desfile era aquele, pois ela não fazia idéia que estava rolando SPFW, muito menos ali no Ibirapuera. E isso, já saindo do parque, hahaha! Então, fui ensinar um pouco de moda à essa minha amiga. Re-a-li-za-da!!

Escrito por Dani Argibay em 9 janeiro, 2010 | Tags: , , , , ,

nov 21
Gente, essa semana foi meu aniversário. Mais exatamente, ontem, dia 20/11. Eu sempre fui apaixonada pela data do meu aniversário. Mas nos últimos 3 anos tem sido um porre por causa desse feriado besta que inventaram, o Dia da Consciência Negra. Um verdadeiro ode ao racismo, vamos combinar. Afinal, também existe o Dia do Imigrante (25/06) e nem por isso é feriado. E olha que muitos deles, como os portugueses, espanhóis, italianos e uns tantos outros, também fazem parte da nossa história. Se duvidar, até mais que os negros. Caso contrário, em vez de sermos um país em desenvolvimento e de grande destaque mundial, ainda poderíamos ser índios com uma história estagnada. E eu não poderia vir aqui tentar falar de moda. Mas é melhor não aprofundar no mérito da questão, até porque esse assunto envolveria questões políticas e eu acabaria falando de toda minha revolta e indignação contra esse governinho petista. Além de não adiantar nada, esse não é o objetivo aqui.
E vocês devem estar fazendo a mesma pergunta que eu me fiz ao terminar de escrever este primeiro parágrafo: ‘E o que isso tudo tem a ver com moda?‘. Resposta: incentivo. Vocês já pararam para pensar no conceito de moda no Brasil? Quem lança tendências aqui nessas terras tropicais? Resposta: nossa adorááda Rede Globo. E eu poderia destacá-la em itálico ou negrito, mas melhor deixar assim mesmo. Esse foi até tema de uma discussão em sala de aula, no curso de História da Moda. Pronto, acabei caindo em política de novo, porém por um outro ângulo…
Se eu pedir para você me citar 3 nomes de designers brasileiros, os dois primeiros até poderão vir rápido. Mas certeza que você parará para pensar no terceiro. Sabe por quê? Porque quem dita moda no Brasil é a novelenha das 8, bem! Ou vai me dizer que você nunca se pegou falando ‘are-baba!‘ ou admirando um lencinho indiano?!? Ah, vá! E nossos talentosos designers, onde ficam?
Sim, a moda no Brasil está em constante crescimento. Graças ao SPFW e outros grandes eventos relacionados. E seria bom que o governo disponibilizasse mais atenção e incentivo para esse mercado um tanto quanto promissor. E a outros tantos eventos que auxiliam no pensamento da evolução pessoal. Ah, não… É melhor investir no Bolsa Cinema. Assim, eles garantem salas lotadas para que toda população brasileira se comova com ‘Lula, Filho do Brasil‘, a humilde história de nosso querido presidente (auto)mutilado. – Ooops! Acho que exagerei aqui… – E o povão acha o presidente legal, afinal de contas o negócio é emendar o feriadão e correr para praia! Ou seja, continuam comprando modinha Globo e caminhando com cabrestos. Afinal, tudo acaba em pizza, mesmo!
Por outro lado, talvez até seja melhor deixar esse mercado quieto assim mesmo, para não aumentar a concorrência e priorizar a qualidade.
Enfim, eu quero evoluir e ter pensamentos próprios, além de plantar sementinhas assim para quem lê. Por isso que me dei de presente de aniversário este blog. E que fique claro que não me acho dona da verdade. Estou em processo de evolução.
Escrito por Dani Argibay em 21 novembro, 2009 | Tags: , ,