Pitacos Fashion

Pitacos sobre moda, arte, cultura e muitas outras coisas. Welcome!

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nov 03

Hoje, a trabalho, fui fazer uma visita à equipe do Pedro Lourenço. Pela fama e competência do cara, eu poderia muito bem esperar que sua equipe fosse daquelas que te tratam como se tivessem uma família real inteira na barriga. Mas não. Posso dizer que foi um dos clientes que eu fui mais bem tratada, em que eu mais me senti bem. Só mais uma prova neste mundo insano que somos todos iguais. E que humildade faz parte do pacote TALENTO!

E aaaah! Eu vi váááários croquis da coleção Inverno 2012 dele. Mas não vou dar spoiler fashion aqui, morram de curiosidade! kkkk O máximo que posso adiantar é que está, obviamente, linda!

Escrito por Dani Argibay em 3 novembro, 2011 | Tags: , , ,

dez 05
Então, eu estou lendo um livro que ganhei de presente de aniversário que se chama ‘A Sombra do Vento’. Ele conta uma história que um rapazinho bom leitor, além de filho de livreiro, que se embrenha a desvendar o mistério que ronda a vida do escritor do livro de mesmo nome. E a história se passa na Barcelona pós-2ª guerra. Muitas identificações, a começar que a época citada é o mesmo momento que meu avô deixa a Espanha para viver aqui no Brasil, fugido da Guerra Civil, promovida pelo tal Governo Franco.
Eu não sou nenhuma leitora assídua, embora quisesse. Pura preguiça, sabe? Mas esse livro tem prendido bem minha atenção por dois motivos: 1 – há um mistério a ser desvendado; 2 – fico imaginando as cenas descritas, principalmente em relação à indumentária. Aí, fiquei lembrando das aulas de História da Moda, revendo o material das décadas de 40 e 50 e imaginando o que se vestia naquela Barcelona. A história é em primeira pessoa e o narrador descreve bem os detalhes. E então, nas minhas pesquisas, percebi que, aparentemente, a descrição das vestimentas é um pouco ‘atrasada’ em relação ao que estava acontecendo no cenário da moda daquele momento. E isso pode acontecer por n motivos.
Uma delas é por conta da transição das décadas, pois a moda não se atualiza na virada da década, num ponto determinado. Ela leva um tempo para evoluir, se estabelecer e continuar se transformando, como tudo nessa vida. Outro possível motivo, imagino que o que se usava na Espanha era o que se usava na Europa, e o centro da moda era Paris (ou ainda é?). Mas, lá, lembrando das aulas, me ocorreu um nome: Cristóbal Balenciaga. Este distinto senhor foi um estilista e costureiro espanhol de grande destaque, não só na Espanha e na França, também conhecido como ‘Arquiteto da Costura’, pois uma de suas marcas era brincar com proporções e cores. Esse nome ficou um pouco perdido no tempo, mas agora está voltando com tudo. Prestem atenção!
Mas, voltando à referência ao livro, a grande diferença entre o estilo Balenciaga e o descrito é: o narrador fala de mais de uma mulher com silhuetas demarcadas, vestidos acetinados, cores românticas e tudo mais. E, neste momento, Balenciaga (além de Dior, depois Chanel e outros), estava desmarcando a cintura, deixando a mulher mais mulher e mais a vontade, porém sempre elegante, como a linha ‘A’ de Dior e, ao mesmo tempo, criando o chamado New Look. E este sim, se parece mais ao que o narrador do livro descreve. E foi Dior que criou esta última citação. Para quem não sabe, é a cintura bem marcada e saias rodadas. Beeeem anos 50!

Porém, a maioria dos personagens da história é masculino. E aí, a gente cai naquilo que já conversamos por aqui. Os mocinhos sempre desprovidos de recursos de beleza… O narrador fala muito sobre o uso de jaquetas. E daí, já imagino justamente o que foi discutido em aula: a moda masculina da década de 50 era basicamente paletó comprido, calça justa, gravata, cores escuras e sóbrias. Engraçado que o composè de meu avô ainda é bem próximo disso.

Ainda bem que esta mesma década também é conhecida como os anos dourados, onde os rapazes foram muito bem representado por Elvis & cia., com aquele ar de rebeldia composto por topetes e brilhantinas, camisetas de malha, jaquetas de couro e as nossas atualíssimas calças jeans. Ruptura dos valores, uma verdadeira revolução naquele momento!!

Ler é muito bom e faz a gente atiçar a criatividade da cachola. Melhor ainda quando conseguimos fazer links com nossos interesses pessoais, né mesmo?!

Escrito por Dani Argibay em 5 dezembro, 2009 | Tags: , , ,

nov 14

Este é Oscar Wilde, o cara que rompeu um paradigma ao encarar a câmera, enquanto todos faziam poses formais para fotos.

Essa semana teve a VI Semana de Moda e Cultura, na Livraria Cultura e eu, que não moro, me escondo, além de ser peona, consegui ir à uma única palestra. Mas te falar, viu… Valeu a pena mastermente!!! O tema era ‘O Homem Contemporâneo e a Moda‘, e o palestrante, só Mario Queiroz, tá bom pra você? Tá, talvez você que está lendo seja leigo no assunto (como eu, ainda? Oi!) e não saiba de quem eu estou falando, exatamente. Ele é um super designer de moda masculina. Diferente de muitos que a gente vê por ai, que mal pode ver uma lamparina que já pensa que é um holofote e sai correndo feito rastro de purpurina…


Bom, vamos ao que interessa. É engraçado como estamos condicionados a pensar em moda e fazer link ao feminino. Tanto que, em seu discurso, Mario contou que, no lançamento de seu livro ‘O Herói Desmascarado‘* no Rio, um menino de 12 anos foi pedir autógrafo para ele, que desconfiou e perguntou para quem era o livro. Surpreendentemente, o garotinho respondeu que era para ele mesmo, pois ele gostava de moda, viu sobre o lançamento do livro no jornal e pediu para a mãe levá-lo lá. Mais surpreendente foi o ‘ooooooooooooooh!’ que se espalhou pelo auditório. Perceba-se que era um evento direcionado à moda e que as pessoas que estavam lá, muito provavelmente, eram interessadas no assunto. E olha o ‘preconceito’, assim dizer.

Para quê rotular? Por que homem que se interessa por moda tem que parecer gay? Ah, não necessariamente, pode ser metrossexual. Soa melhor? Blééééh! pra você. Se nós mocinhas temos à nosso favor a maquilagem, os vestidos leves e soltos, o salto alto para ficarmos mais chics e muitos outros acessórios, por que nossos amiguinhos mocinhos só podem usar o famigerado terno e gravata para parecerem elegantes? O que fazer, então, com a linha entre pertencer e distinguir? Homem também tem estilo, também tem personalidade e também merece ser contemplado em relação a sua vaidade, seu conforto e seus desejos de se sentir lindo. E sem rótulos, por favor! Ou vai me dizer que você nunca esticou o pescocinho pra sentir um pouco mais aquele perfume mááravilhoso que um bonitão que passou por você estava usando? Dú-vi-do!

Mario disse que uma de suas palavras preferidas é ‘ruptura’. Tipo assim, por que menino é azul e menina é rosa? E fica ai a sugestão desta leitura. Afinal, já vi vááários gatenhos de camisa rosa e ó… Abafa!


Para quem quiser conhecer melhor o trabalho do Mario Queiroz: www.marioqueiroz.com.br.

* Esse livro parece valer super a leitura. E fica a dica que aceito fácil como presente de aniversário, tá? Hihinhoihihinhoi!

P.S.: Quero agradecer aos meus chefes pela super compreensão e a força que estão me dando! Obrigada, Bens!

Escrito por Dani Argibay em 14 novembro, 2009 | Tags: , ,