Pitacos Fashion

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out 04

Breakfast at Tiffany’s faz 50 anos em 2011, um dos maiores clássicos do cinema contemporâneo. Sua primeira exposição foi em 5 de Outubro de 1961. Para celebrar, em 20 de Setembro deste ano chegou ao mercado o Blu-ray com uma versão reeditada do filme. E claro que não poderíamos deixar de falar sobre isso, já que sua protagonista também foi protagonista do cenário fashion das décadas de 50 e 60, Audrey Hepburn.

O filme é baseado na obra de Truman Capote e a história sofreu várias alterações para que fosse adaptado, principalmente, os personagens aos atores. A obra cinematográfica conta a história de Holly Golightly, uma caipira foragida do ex marido que se torna uma divertida e esperta sedutora nova-iorquina decidida a casar-se com um milionário. E tomar café da manhã em frente à vitrine da joalheria Tiffany’s da Fifth Avenue a faz esquecer seus problemas reais. Porém, seus planos vão água a baixo quando conhece o escritor Paul Varjak, por quem se apaixona. O filme é ganhador do Oscar de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original, Moon River, interpretada por Audrey e composta especialmente para ela por Henry Mancini (mesmo compositor dos temas de A Pantera Cor-de-Rosa). Ela teve indicação para o Oscar de Melhor Atriz, mas não ganhou deste filme. 

Segundo Holly, nada de ruim pode acontecer a um lugar como a Tiffany’s. E lembrando das histórias lá do curso de Marketing de Moda, não é mesmo por acaso. O exemplo de um branding muito bem trabalhado está na cena que em que Paul tem apenas $10 para comprar um presente para Holly e o vendedor diz ser possível sim. Você pode conferir esta cena no vídeo Brilliance in a Blue Box:

O figurino é um espetáculo a parte, comandado por ninguém menos que Hubert de Givenchy, que tinha Audrey como sua musa inspiradora e grande amiga. Ela foi responsável por seu sucesso internacional, o que ele fez bem por merecer, criando modelos imortalizados para ela não só em Bonequinha de Luxo, mas também em seus outros clássicos como Fanny Face, Sabrina entre outros. Mas como o aniversário é de Breakfast at Tiffany’s… Enjoy it!

E pra fechar, só pra sentir vontadinha de ser ela. Ou uma de suas personagens. Quem sabe com um Givenchy no armário…

Fala a verdade, quem nunca quis ser uma Bonequinha de Luxo?

Escrito por Dani Argibay em 4 outubro, 2011 | Tags: , , ,

mai 02

Foi de um jeito despretensioso que nos conhecemos. Sem perceber já estava automaticamente marcado aquele encontrinho gostoso onde a gente discutia e trocava experiências… E dali nasceu uma linda amizade e consequentemente o nosso Blog. Somos três meninas com personalidades completamente diferentes… E assim esta troca se torna mais rica…

Por isso SEJAM MUITO BEM VINDOS !!

Como é meu primeiro post oficial, queria contar um pouquinho da minha história aqui no Blog. Sou produtora artística e Consultora de Imagem e trabalho alguns anos com televisão e teatro… No ano passado fiz a produção de uma peça musical muito especial… Por mais que já tenha se passado um tempo do término do espetáculo (acabou em outubro do ano passado), quero compartilhar esta experiência com vocês…

O musical era JEKYLL & HYDE, O MÉDICO E O MONSTRO

 

 

 

 É um espetáculo que conta a batalha entre o bem e o mal, desencadeada por um experimento de um médico, Henry Jekyll, com seu próprio ser. A experiência resultou em Edward Hyde, seu alterego com personalidade assassina. No meio de tudo isso ele se envolve com duas mulheres Emma sua noiva e a prostituta Lucy.

O espetáculo contava com grandes profissionais do teatro musical como Nando Prado, Kacau Gomes e Kiara Sasso com direção geral do americano Fred Hanson.

Mas um dos nossos destaques, além de toda qualidade artística e musical, vinha do figurino assinado pelo estilista Fause Haten.

Tínhamos aproximadamente 150 figurinos em cena. Os tons que predominavam eram escuros e fortes como roxo, verde e dourado e com tecidos brilhantes dando um efeito incrível no palco. As modelagens remetiam à Belle Époque: para as mulheres saias volumosas (para as bem nascidas!!), babados, espartilhos de barbatana e ferro marcando as cinturas (confeccionados pela Madame Sher que é perita no assunto!) e para os homens casacas, mantôs, capas pretas e golas rebuscadas.

O figurino duplo, primeiro do médico Jekyll, era de uma alfaiataria impecável, com calças mais ajustadas. Já Hyde tinha sua marca registrada, um sobretudo de couro com corte da época.

O figurino de Emma, que era moça respeitável, da sociedade, se resumia com tons claros como champanhe e rosados. Como era recatada, usava gola da camisa bem fechada. Os tecidos eram finos.

Lucy, a prostituta, usava sempre corsets, criando uma silhueta super sexy. Usava também calçolas com franjas, que tomavam o lugar das saias. Os corsets, aliás, eram importantíssimos no bordel Rato Rubro esbanjando sensualidade.

O Fause teve super liberdade de criação e tornou o figurino mesmo de época mais contemporâneo. O resultado final ficou lindo lindo!

Você pode conferir aqui a matéria que fizemos para o GNT Fashion contando o processo de criação…

Agora o que acho interessante é que podemos pegar estas referências e transportar para nossa realidade, para nosso dia-dia, duvida?

O corset todo bordado da cena do noivado de Emma está reproduzido a sua maneira na coleção de Emilio Pucci inverno 2012…

A saia de babados também do noivado aparece como referência na coleção do próprio Fause de primavera verão 2010-2011…

O casaco de couro do Hyde está “presente” na coleção de Salvatore Ferragamo inverno 2012…

É só procurarmos que podemos utilizar as idéias de um figurino de época para os dias de hoje…

Enfim, foi um trabalho muito interessante, de muito amor e de muito suor!!Afinal produzir um projeto desta escala não é fácil, não!!!

Até a próxima!

Giovana

* crédito fotos: Fabio Hofnik, Rafael Beck, Caio Gallucci e sites Espaço FH, Emilio Pucci e Salvatore Ferragamo.

Escrito por Gi Menni em 2 maio, 2011 | Tags: , ,

mar 13

Então, mudaram a famosa frase do Oscar, aquela ‘And the Oscar goes to…‘, para ‘The Winner is…‘. Quer dizer, ouvi falar, uma vez que não assisti, outra vez que sou peona, lembra? Pois bem, se é verdade, particularmente, não gostei. ‘The winner is…‘ é muito Golden Globe, Grammy, Brit Awards e cia. Oscar é Oscar! E ‘The Oscar goes to…‘ é a frase do Oscar, inconfundível e incomparável! Como o Oscar! Whatever…

Alguma coisa eu vi, senão ia estar aqui falando o que, né? Aí, eu acabei acompanhando pelo Twitter, prorrogando um ‘agora chega!‘ a cada 10 minutos, incessantemente. Consegui deitar à 0h30, imaginem como foi minha 2ª feira… Mas ainda achei mais legal que assistir pela televisão, pois aquela tradução simultânea com aqueles comentários toscos dos ‘críticos’ de cinema me irritam consideravelmente. Parece até que eles vivem tão grudados na telinha do cinema que esquecem que existe uma vida real fora. Então, sem esses parâmetros de realidade, como eles podem afirmar que tal filme é bom ou ruim por isso ou aquilo? Besta! Mas o negócio não é bem a cerimônia, o que pega meeeeesmo é o tal Red Carpet. E, pra nossa sorte, esses ‘críticos’ pensam que entendem de cinema, e nada no quesito moda. Ainda bem!

E esse ano elegi logo de cara o meu preferido e consegui ficar com (quase) uma única opção:

Eu nem tenho vontade de falar mais nada! Mas vamos lá. A sortuda de estar vestindo essa maravilha é Rachel McAdams. E o vestido é de Elie Saab. Ele é um estilista libanês nascido no Dia da Independência dos EUA (oi?). Como muitos colegas de profissão, aprendeu a costurar, desenhar e estilizar desde pequeno e as características mais marcantes de seu trabalho são a feminilidade e o romantismo. Ele ficou famosenho quando Halle Berry apareceu na cerimônia do Oscar 2003 usando um de seus vestidos em vermelho com transparências e ganhou o prêmio de Melhor Atriz por Monster’s Ball. Pra saber mais sobre Elie Saab, vale a pena acessar o site! Quase todos os vestidos desfilados pelas atrizes estavam lindos. Mas esse me chamou a atenção por ser clássico e exótico ao mesmo tempo, sem perder o glamour que é do Oscar! Divertido por ser estampado, romântico por causa dos tons e cores, clássico por ser longo, brilhante por estar no Red Carpet. Precisa mais?

Ser meu! :P

Escrito por Dani Argibay em 13 março, 2010 | Tags:

mar 06

Greta Garbo andou atropelando meu caminho esses dias, então resolvi saber um pouco mais sobre ela e contar aqui. Primeiro começou com o texto da @karilima no Mulherices, blog que eu super recomendo. Depois, fiquei sabendo de uma exposição sobre seu closet na Itália, por Salvatore Ferragamo (mais informações no GNT Estilo e no Fashion Foward).

Se seu interesse é saber mais sobre a história de Greta Garbo, leia o texto do Mulherices. Aqui, pretendo falar mais sobre o estilo dela.

Pois bem. Em minhas primeiras pesquisas li que a Srta. Garbo não era tão estilosa assim… Então, por que uma exposição sobre seu closet? Continuei a pesquisar e não foi tão difícil descobrir que a informação estava levemente equivocada. Na verdade, Greta era admirada por seu estilo pessoal simples, elegante e ligeiramente masculinizado. Lembrando que nessa época, Chanel já ditava o conforto na indumentária feminina com adaptações do guarda roupa masculino. E depois, lá nos anos 30, a maior referência de moda era o cinema, onde Garbo reinava. (Ela não gostava de seu primeiro nome.)

O que mais chamava atenção para seu  talento era sua expressão. Tão feminina, sexy e misteriosa que seus filmes requeriam poucas legendas. (O cinema ainda era mudo!) Ela conseguia se expressar apenas com os movimentos, principalmente das mãos, seu jeito de andar ligeiramente curvado, sua sutileza e sua expressão facial. E pensar que no começo foi tachada de ‘gorducha sueca sem retoque’. É, levou um tempo pra que ela perdesse o ar adolescente e pudesse aprofundar seus traços tão marcantes. Era uma nova mulher.

Nos anos 30, a mulher devia ser magra, bronzeada e esportiva. Ou seja, o modelo de beleza de Greta Garbo. Seu visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro foi muito imitado pelas mulheres. Ditou moda com seus chapéus de aba caída, criados por Adrian Gilbert. Aliás, esse estilista foi o que mais caiu no gosto sofisticado de Garbo. Além, claro, de Salvatore Ferragamo que criou um par de sapatos que agradou tanto Greta que ela mandou fazer 70 pares de uma só vez, variando, muitas vezes, apenas a cor.

Greta Garbo foi considerada uma das atrizes mais influentes da época, senão do século XX. Porém, não soube lidar com o sucesso precoce… Detestava expor sua vida particular e sua imagem. A única vez que a viram dar um autógrafo foi à uma menina  de 10 anos que desmaiou ao lhe entregar um álbum que havia feito com fotos e recortes da atriz. Greta também não soube lidar com críticas negativas e desgaste da imagem, além da 2ª Guerra Mundial, retirando-se de cena muito cedo, vivendo em reclusão. A partir de então, passou a vestir casacos e chapéus que a escondiam para que não fosse reconhecida por onde andava. Um talento perdido…

Próximo ao Dia Internacional da Mulher, nada melhor que falar de uma representante de porte!

Escrito por Dani Argibay em 6 março, 2010 | Tags: