Pitacos Fashion

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jan 30

Tem uns dias que eu tenho pensado sobre o consumo de luxo. Ou melhor, no que as pessoas realmente querem consumir. E só me vem uma resposta à cabeça: status. Acho que isso ainda é impacto de uma das palestrantes do Ziguezague.

Sim, quando sonhamos com algo sempre nos parece luxuoso. Sempre queremos consumir o que é mais belo, muitas vezes que é mais caro também. Aquela coisa da ostentação. E não adianta querer se fazer de humildezinho porque todo mundo já teve pelo menos um desejo assim. Agora, a sacada é tentar entender como isso tem se transformado, afinal fala-se muito em sustentabilidade, e tem a coisa da personalidade e tudo mais. Numa entrevista ao Fashion Foward, Regina Guerreiro disse que moda não combina com sustentabilidade, pois ela não pode ser limitada. Eu acho que limitar é não pensar nas possibilidades. Tá ai uma das coisas que a Consultoria de Imagem aborda, o consumo consciente. Não é necessário ter um guarda roupa abarrotado, mas sim coordenável. Aí, já se elimina o consumo exagerado, um passo à essa tal sustentabilidade.

A Elle Brasil de Janeiro/2010 traz uma reportagem sobre a divisão do luxo. Em resumo, consumir o luxo em forma de sociedade. Assim: você compra uma fração de determinado bem ou compra uma parte por determinado tempo e divide com os outros sócios-compradores. Isso pode ser um helicóptero, uma casa de veraneio ou um vestido de grife. Essas práticas já acontecem pelo mundo. Aqui no Brasil está começando, há empreendimentos imobiliários em andamento, só para o mercado de moda que (quase) ainda não. Há um site americano, o Wear Today Gone Tomorrow, que está praticando tal feito fashion. Já no site da Época Negócios saiu uma reportagem de duas bonitenhas que estão fazendo isso, mas com bolsas, no BoBags. Na verdade, elas se basearam num outro site americano, o Bag Borrow or Steal, que atua no mercado de acessórios em geral.

E eu acho isso tudo muito válido! Mesmo por que ainda não consegui definir meu ponto de vista sobre o consumo de luxo vs. consumo necessário. Consumindo desta forma te permite variar e ainda perceber se aquele produto tem mesmo a ver com você, com sua personalidade. Ou até mesmo se aquela marca é tudo aquilo que você sonhava. E ainda contesta as diferenciações entre classes sociais, já que o luxo se torna acessível a todos, e não só à nata, como acontece por séculos.

E assim, o luxo vai se tornando realidade, possível, sustentável.

Escrito por Dani Argibay em 30 janeiro, 2010 | Tags: ,