Pitacos Fashion

Pitacos sobre moda, arte, cultura e muitas outras coisas. Welcome!

Subscribe to Pitacos Fashion Add to Technorati Favorites Add to Del.icio.us Favorites

Archive for fevereiro, 2010

fev 27

G1, 25/02/2010:Venda de artigos da Chanel provoca muvuca em Paris – 600 peças foram colocadas à venda, algumas com valores promocionais. Acervo tem objetos criados pela própria Mademoiselle Chanel.

O que seria isso, um exemplo de consumismo?

Ou, segmento de mercado pelo estilo?

Uma admiração pela marca, ou pela própria Chanel?

Ou o ‘ter’ mais importante que o ‘ser’?

Façam suas apostas!

Escrito por Dani Argibay em 27 fevereiro, 2010 | Tags:

fev 20

Os carnavalescos adoram usar expressões exageradas, como ‘invadir a avenida‘, ‘desfile grandioso‘, sem contar o tamanho de seus carros alegóricos. Como disse semana passada, nunca liguei pra esse negócio de carnaval. Mas esse ano, além de um motivo específico e meu, também fui convidada por amigos do heart para ir ao Sambódromo e, escandalizada comigo mesma, não é que gostei! Assim, é bonito de ver, é um show, como uma coleção de moda a ser desfilada depois de trabalhada, além de uma expressão da cultura brasileira. Mas ainda continuo achando um gosto estragado… Gosto é gosto.

Aí, lá no Rio de Janeiro, a escola Porto da Pedra teve como tema a História da Moda. Claro que eu assisti! E achei bem interessante os links que eles fizeram, embora a transmissão da todapoderosa Rede Globo tenha deixado, e muito, a desejar. Mããããs, olha só: o primeiro carro representava a Pré História com Os Flinstones. A princípio, achei que não tinha nada a ver, até porque acredita-se que o homem começou a se cobrir com peles de animais por proteção, depois também por pudor. E o tigre símbolo da escola estava usando boné e piercing neste carro, como assim?!

Os Flinstones da Pré História e o Tigre de Piercing

Com a evolução da escola, fui percebendo as conexões. Afinal, na moda se fala muito de retrô e vintage, que são justamente esses resgates em modas passadas misturados ao modernismo. Então, a escola foi passando pela Antiguidade Clássica, Idade Média (enfatizando o Bizâncio e o Gótico), Renascimento, Barroco, Rococó e Neoclássico, até então mostrando a realeza como influência (ditadora) da moda, depois Século XX e Brasil. Claro, aquilo tudo é apenas uma representação e não daria tempo de mostrar tanta história, mesmo. Para quem não entende nada de História da Moda, assistir à Porto da Pedra teria sido um exercício tanto válido. A escola conseguiu mostrar a evolução e as relações diretas dos movimentos de arte com a arquitetura e, principalmente, a moda.

A Cleópatra da Antiguidade Clássica, o Gótico da Idade Média, a Rainha Elizabeth do Renascimento (melhor de baiana que de Geyse!) e o Rei Luís XIV do Barroco

Só que nem tudo é perfeito… A Geyse estava lá, desfilando, representando justo a Rainha Elizabeth! Se ainda houvesse restos mortais da bichinha por aí, ela deveria ter se remexido mesmo no túmulo… De qualquer forma, ela estar na mídia tem a ver com indumentária. Então compreensível, vai. Em contrapartida, Marília ‘Coco Chanel’ Pêra desbancou esse pequeno deslize e a-ha-sou!! Sem contar tantas outras referências representadas, que foram desde Charles Worth (considerado o ‘Pai da alta costura’ por assinar suas criações, acreditando que eram obras de arte, como na pintura, e criando a exclusividade na moda) a Clodovil, passando por Lanvin, Yves Saint Laurent, Valentino, Madeleine Vionnet e queridíssimos brasucas, como Alexandre Herchcovitch, Zuzu Angel, entre outros. Alguns até presentes na avenida!

Naomi de Yves Saint Laurent à la Mondrian, Marília 'Coco Chanel' Pêra e Alexandre Herchcovitch

Se você perdeu essa aula, vale conferir no site da Porto da Pedra a sinopse do desfile, uma aula tão básica quanto a transmitida, só faltou imagens. Falando nisso, ficou claro que os repórteres poderiam ter feito pelo menos uma pesquisenha básica no Google, pois nunca ouvi tanta baboseira sobre o tema! Ou então, como disse @LilianPacce, não custava nada ter convidado alguém da área para fazer comentários decentes e válidos, a escola merecia! E a entrevista com Paulo Menezes, carnavalesco da Porto da Pedra, ao Fashion Foward também é ótema!

E pra finalizar, o refrão mais lindo do samba enredo, um pensamento de presente para nós, admiradores da moda:

Sapucaí Fashion Day e alguns dos nossos estilistas

Eu sei que a arte caminhou
Modéstia à parte encontrou
Na moda a luz da emoção,
Em cada estilo uma expressão

Infelizmente, a Porto da Pedra não agradou muito os quesitos carnavalescos e ficou na antepenúltima colocação… Pelo menos não foi rebaixada.
Escrito por Dani Argibay em 20 fevereiro, 2010 | Tags: ,

fev 13

Sabe, eu nunca gostei de carnaval. E esta semana que antecedeu tal festa não foi fácil… Afinal, o mundo fashion ficou menos rico com o falecimento de Alexander McQueen. Carnaval? … Bom, não quero me meter a falar de coisas que eu simplesmente admiro. Mas recomendo a matéria e a retrospectiva do Fashion Foward e pelo menos um videozito no Youtube. (Mas tente assistir mais que um, pois vale a pena! ;)) Esse cara foi muito mais que um estilista, foi um artista que conseguiu fazer uma arte completa, uma estrela muito grande que jogou fora seu brilho…

Nunca esperei pelo carnaval, muito pelo contrário. Mas este ano eu tenho motivo, lembra? =P Como me desejou Mario Queiroz, me preparando para fazer a diferença na moda!



Escrito por Dani Argibay em 13 fevereiro, 2010 | Tags:

fev 06

Humf! O almoço de domingo, como em quase todas as casas que eu conheço, sai tarde, além do horário normal da semana. E assim é na minha casa. E no último domingo parece que atrasou mais que o normal, acontece. E a televisão estava ligada naquele programa da Record que era da Eliana e agora é da Ana Hickmann. Minha mãe é maravilhosa, mesmo. Mas tem um certo mal gosto. Ou faz de propósito, eu acho isso às vezes. E mesmo que seja só pra reclamar que a TV não tem nada que presta aos domingos (isso porque temos TV a cabo), ela insiste em deixar a TV ligada nesses programas. E ai de mim se reclamo…

Geyse em seu famigerado vestido pink, que a fez celebridade

Enfim. A grande convidada daquele programa nada mais era que a master celeb do momento, Geyse Arruda. Aquela do micro vestido pink da Uniban, lembra? Ela estava com o corpo pintado de pink (claro!) e parecia que estava realizando o ‘sonho’ de estar no quadro ‘Arquivo Confidencial‘, do Faustão, mas na Ana Hickmann, falando um mooonte de abobrinhas. Óh, Santa Leguminosa! By the way, por que ela é celeb mesmo?

É, quando rolou aquele furdúncio todo eu pensei: ‘E agora? Moda é, ou pelo menos deveria ser, democrática. Mas tá aí, um bando de universitários, fato que já os consideram membros da classe média-alta, no mínimo, agindo feito homens primatas. Só que a Ivete, a Wanessa (que agora é só Wanessa, sem o Camargo), a Beyoncé e maaaais um monte de mulher famosa usa curtíssimos e todo mundo acha lindomaravilhoso’. Sem resposta, parei de pensar no assunto, até porque convenhamos, néam! Mas aí, minha mãe ligou a TV no domingo e lá estava a Geyse… E eu comecei a pensar nos porquês disso tudo, de novo.

E aqui, curtindo sua fama, muito bem trajada

Não cheguei à uma conclusão porque o mundo anda em constante movimento e eu não sou antropóloga, nem socióloga, nem psicóloga pra definir algo e dizer que é a verdade absoluta. Afinal, cada um no seu quadrado! Mas eu acho que aquilo tudo não foi por acaso. Não acredito que ela, pobrinha, tenha sido tão somente vítima. Nem o lobo mal teria pego a Chapeuzinho se ela não tivesse passado pelo bosque, não é? Então, existem alguns modos que as pessoas devem tomar ao vestir determinados tipos de roupa. Nem a maiores celebs internacionais são perdoadas se algum paparazzo as flagram pagando calcinha ou mais que isso. Há uma grande diferença entre o estilo sexy e ser vulgar. E eu não duvido que nossa diva instantânea tenha provocado.

Por outro lado, paro e penso no que as pessoas tem acesso. Primeiro, já foi citado, a qualidade da programação da TV aberta. Depois, a quantidade e qualidade do que as pessoas têm acesso comercial, principalmente nessas lojas de departamento, onde lança-se muita modinha, muita coisa bacana, mas muita coisa ruim e sem noção também. Somado a uma coisa, que a Geyse chama de vaidade, temos a própria como resultado. Pois é, as pessoas consomem a informação sem questionar. Sem pensar se aquilo é realmente adequado para ela ou não. Tá, o sentido de adequação varia de uma pessoa para outra. Okey! Mas não me venha com historinhas e nem me faça engolir tragédias como informação relevante. Estamos neste mundo para evoluir. E a vaquinha que ela ganhou para seu aplique no cabelo e lipoescultura teria sido muito mais proveitoso se tivesse sido empregado num profissional que a ensinasse a ter bons modos, se vestir de maneira mais adequada a sua personalidade e outras cositas más. Pensar moda, ou pensar qualquer coisa que faça a diferença para melhor no mundo é muito legal meeeeesmo. Experimente!

Escrito por Dani Argibay em 6 fevereiro, 2010 | Tags: